quarta-feira
Legos fazendo charros ...ou a googlemania!
Resolvi há pouco dedicar-me a um exercício raro, que todo o bloguer que se preze já experimentou.
Fui ver como quem nos lia e por que raio as pesquisas do Google vinham dar até nós.
Não deixa de ter graça!
Primeiro, por verificar que quase todos os googlemaníacos queriam, efectivamente encontrar-nos (o que muito no incha de orgulho, mesmo que os desgraçadinhos só o tenham feito essa primeira vez porque são nossos amigos e não querem passar pelo embaraço de nos verem na noite e sem nunca nos terem lido).
Segundo, porque surgem os caminhos mais disparatados - desde referências a personalidades famosas que, chamo a atenção, são sempre um bom meio para algum incauto vir cá parar;
até à associação de palavras, somadas entre vários post's, e que não pode ter menos a ver com aquilo que o freguês efectivamente procurava.
Por fim, resta salientar que a curiosa pesquisa "legos fazendo charros" teve, como única resposta, o Sopa de Letras, coisa que não lembra o careca!
Fui ver como quem nos lia e por que raio as pesquisas do Google vinham dar até nós.
Não deixa de ter graça!
Primeiro, por verificar que quase todos os googlemaníacos queriam, efectivamente encontrar-nos (o que muito no incha de orgulho, mesmo que os desgraçadinhos só o tenham feito essa primeira vez porque são nossos amigos e não querem passar pelo embaraço de nos verem na noite e sem nunca nos terem lido).
Segundo, porque surgem os caminhos mais disparatados - desde referências a personalidades famosas que, chamo a atenção, são sempre um bom meio para algum incauto vir cá parar;
até à associação de palavras, somadas entre vários post's, e que não pode ter menos a ver com aquilo que o freguês efectivamente procurava.
Por fim, resta salientar que a curiosa pesquisa "legos fazendo charros" teve, como única resposta, o Sopa de Letras, coisa que não lembra o careca!
Se não reenviares esta mensagem...
Acabaram de me mandar, amorosamente, um daqueles forwards em que sou considerada uma amiga especial.
Mais especial do que na maioria dos forwards deste género, que são mandados para a mailing list inteira.
Na primeira linha, um sorriso na cara :)
Na segunda... acabou o babanço e comecei a sentir que, afinal, me rogavam uma praga!
Se não me mandares isto de volta... então não és minha amiga.
És uma puta da pior espécie, quero que te caiam os dentes todos, que partas uma perna no primeiro degrau que encontrares, terás 7 anos de mau sexo, todos os teus amigos te virarão as costas, nem os teus pais conseguirão gostar de ti, terás etrícia, malária, sifilis, olho vesgo e as unhas todas do teu pé esquerdo cairão como que por magia.
Posto isto, nunca mais nenhum homem olhará para ti, refugiar-te-às nos chocolates, ficarás igual à Margarida Martins (que em tempos recebeu um mail igual a este)
quanto mais gorda
menos sexo, quanto menos sexo mais gor
Enfim. Uma miséria que não se deseja e não se envia, sequer, ao pior inimigo!
Falando francamente, obrigada!!! mas não me mandem merdas destas, com uma amizade recheada de maldições.
Irritam-me até à medula e sou bem capaz de perder o cabelo todo.
Mesmo que não me caiam os dentes.
Mais especial do que na maioria dos forwards deste género, que são mandados para a mailing list inteira.
Na primeira linha, um sorriso na cara :)
Na segunda... acabou o babanço e comecei a sentir que, afinal, me rogavam uma praga!
Se não me mandares isto de volta... então não és minha amiga.
És uma puta da pior espécie, quero que te caiam os dentes todos, que partas uma perna no primeiro degrau que encontrares, terás 7 anos de mau sexo, todos os teus amigos te virarão as costas, nem os teus pais conseguirão gostar de ti, terás etrícia, malária, sifilis, olho vesgo e as unhas todas do teu pé esquerdo cairão como que por magia.
Posto isto, nunca mais nenhum homem olhará para ti, refugiar-te-às nos chocolates, ficarás igual à Margarida Martins (que em tempos recebeu um mail igual a este)
quanto mais gorda
menos sexo, quanto menos sexo mais gor
Enfim. Uma miséria que não se deseja e não se envia, sequer, ao pior inimigo!
Falando francamente, obrigada!!! mas não me mandem merdas destas, com uma amizade recheada de maldições.
Irritam-me até à medula e sou bem capaz de perder o cabelo todo.
Mesmo que não me caiam os dentes.
segunda-feira
Pézinhos na areia
Na tua pele vou largando as pegadas (não te piso, apenas te percorro).
Deixo no teu corpo marcas que logo levas, na primeira onda da maré cheia.
Chove em Lisboa, chamam-me louca!
Todos os fins-de-semana é assim. Tem sido.
E cada vez que eu mesma, me sentindo tão louca quanto dizem, me enfio no carro para ir ter contigo...
Não! Não me arrependo!
Antes descanso os olhos no sol do Inverno que em ti, por um micro-clima qualquer,
sempre aparece!
Vem dar-nos os bons dias, como um deus a sorrir. Obrigado por terem vindo. Diz.
Mas sou eu que agradeço.
É uma benção ver-te. Um previlégio, existires.
Tão nua e orgânica. Tão perto da cidade.
És assim no Inverno!
Nem mais bonita nem mais feia do que és no Verão. Apenas... diferente.
De estação para estação. E de dia para dia, conforme a maré. As nuvens. E a luz que passa entre elas e te alcança.
(Amarela - porque, no Inverno, a qualquer hora do dia é fim-de-tarde)
És... vazia. Repleta de uma paz imensa que me repousa.
Fria.
Mas até isso me parece sexy em ti.
Percorro-te! A andar. Em corrida.
A espantar as gaivotas todas de seguida!
Detestam-me, eu sei.
Mas não quero nem saber. Libertam-me.
Uso as asas delas para voar!
E só então volto para trás.
.
.
Deixo no teu corpo marcas que logo levas, na primeira onda da maré cheia.
Chove em Lisboa, chamam-me louca!
Todos os fins-de-semana é assim. Tem sido.
E cada vez que eu mesma, me sentindo tão louca quanto dizem, me enfio no carro para ir ter contigo...
Não! Não me arrependo!
Antes descanso os olhos no sol do Inverno que em ti, por um micro-clima qualquer,
sempre aparece!
Vem dar-nos os bons dias, como um deus a sorrir. Obrigado por terem vindo. Diz.
Mas sou eu que agradeço.
É uma benção ver-te. Um previlégio, existires.
Tão nua e orgânica. Tão perto da cidade.
És assim no Inverno!
Nem mais bonita nem mais feia do que és no Verão. Apenas... diferente.
De estação para estação. E de dia para dia, conforme a maré. As nuvens. E a luz que passa entre elas e te alcança.
(Amarela - porque, no Inverno, a qualquer hora do dia é fim-de-tarde)
És... vazia. Repleta de uma paz imensa que me repousa.
Fria.
Mas até isso me parece sexy em ti.
Percorro-te! A andar. Em corrida.
A espantar as gaivotas todas de seguida!
Detestam-me, eu sei.
Mas não quero nem saber. Libertam-me.
Uso as asas delas para voar!
E só então volto para trás.
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sexta-feira
O meu dia começou mais ou menos assim:
Eu (a chegar ao café) - Bom dia!
Ela (uma rapariguita de 22 anos) - Bom dia, minha senhora!
(a partir daqui não me lembro de mais nada)
Ela (uma rapariguita de 22 anos) - Bom dia, minha senhora!
(a partir daqui não me lembro de mais nada)
segunda-feira
Gostava.
Que quem me lesse se despegasse de mim.
E se fizesse personagem, enfiando-se por entre as linhas.
Gostava que fosse sempre assim.
De não ser a Rita, mas apenas um texto.
De não ter corpo nem rosto. Nem vida sequer.
Nem passado, nem presente. Nem contexto. Nada para explorar.
"Às vezes não percebo a quem te diriges". Que importa?
Gostava que os olhos que me lêem não me imaginassem.
Que por entre as linhas, passeasse a vossa identidade, não a minha. Nem que fosse para negar cada palavra.
Gostava.
Gosto. De quem não me conhece.
De quem se ensopa de letras, sem me tentar (dis)secar.
E se fizesse personagem, enfiando-se por entre as linhas.
Gostava que fosse sempre assim.
De não ser a Rita, mas apenas um texto.
De não ter corpo nem rosto. Nem vida sequer.
Nem passado, nem presente. Nem contexto. Nada para explorar.
"Às vezes não percebo a quem te diriges". Que importa?
Gostava que os olhos que me lêem não me imaginassem.
Que por entre as linhas, passeasse a vossa identidade, não a minha. Nem que fosse para negar cada palavra.
Gostava.
Gosto. De quem não me conhece.
De quem se ensopa de letras, sem me tentar (dis)secar.
sexta-feira
Água
Podes construir uma barragem num rio.
Mas não consegues que a água deixe de existir.
.
Mas não consegues que a água deixe de existir.
.quarta-feira
Deixai-os acasalar!
O meu convívio com a raça canina sempre me fez crer que as ditas criaturas saltam em cima de tudo o que mexe... e às vezes... do que não mexe.
Qualquer criancinha a correr atrás de uma bola, uma perna distraída pertencente a um dono sentado num sofá, uma cadela, um cão, um puff, o que fôr! Tudo serve para lançar a anca em bruscos movimentos, tentanto enfiar o maçarico num qualquer buraco que na maioria das vezes não existe. A salsicha fresca a descoberto, sem qualquer pudor.
O que, se não embaraça o cão, embaraça, pelo menos, o seu dono.
Este fds foi assim.
Dois labradores. Cães. Machos! Um castanho, Brownie. Outro branco, Nata.
Além de um dos cães ter nome de gaja, um Brownie com Nata é das melhores coisas que a doçaria já inventou.
Achamos nós e achou ele. Que queria molho a todo o custo...
Voaram mesas com feijoada, derrubaram-se canteiros, engalfinharam-se os cães, o desgraçado do Nata cada vez que fechava a pestana acordava com uma trancada no ouvido. Acabou o dia surdo. Com os olhos vesgos. Hemorróidas em todas as reentrâncias do corpo.
Violado até às orelhas. Literalmente.
Julgo que, tudo junto e bem esmioçado, o Brownie esteve assente em 4 patas não mais que 5 a 6 minutos domingueiros.
E o dono, para compensar, acabou o dia quase de gatas...
Envergonhado até aos ossos. Se o cão era gay?
Acho que não. Insisto na teoria.
Os cães saltam em cima de tudo. De vez em quando, calha ser cadela e apenas isso lhes garante a continuação da espécie.
Felizes os rafeiros de rua, que pinam onde lhes apetece!
Pobres dos puros que só podem acasalar com com uma cadela com pedigree à altura (quando todos sabem todo o macho gosta, de vez em quando, de se aventurar com uma fêmea sem classe nenhuma).
Desgraçados dos rafeiros domésticos, que chegam ao fim da vida virgens e com uma rebarba maior que a tromba de um elefante. Sem tirar nem pôr.
Nos cães como nos homens, o celibato forçado, normalmente, dá asneira.
Deixai-os acasalar, senhores!
Qualquer criancinha a correr atrás de uma bola, uma perna distraída pertencente a um dono sentado num sofá, uma cadela, um cão, um puff, o que fôr! Tudo serve para lançar a anca em bruscos movimentos, tentanto enfiar o maçarico num qualquer buraco que na maioria das vezes não existe. A salsicha fresca a descoberto, sem qualquer pudor.
O que, se não embaraça o cão, embaraça, pelo menos, o seu dono.
Este fds foi assim.
Dois labradores. Cães. Machos! Um castanho, Brownie. Outro branco, Nata.
Além de um dos cães ter nome de gaja, um Brownie com Nata é das melhores coisas que a doçaria já inventou.
Achamos nós e achou ele. Que queria molho a todo o custo...
Voaram mesas com feijoada, derrubaram-se canteiros, engalfinharam-se os cães, o desgraçado do Nata cada vez que fechava a pestana acordava com uma trancada no ouvido. Acabou o dia surdo. Com os olhos vesgos. Hemorróidas em todas as reentrâncias do corpo.
Violado até às orelhas. Literalmente.
Julgo que, tudo junto e bem esmioçado, o Brownie esteve assente em 4 patas não mais que 5 a 6 minutos domingueiros.
E o dono, para compensar, acabou o dia quase de gatas...
Envergonhado até aos ossos. Se o cão era gay?
Acho que não. Insisto na teoria.
Os cães saltam em cima de tudo. De vez em quando, calha ser cadela e apenas isso lhes garante a continuação da espécie.
Felizes os rafeiros de rua, que pinam onde lhes apetece!
Pobres dos puros que só podem acasalar com com uma cadela com pedigree à altura (quando todos sabem todo o macho gosta, de vez em quando, de se aventurar com uma fêmea sem classe nenhuma).
Desgraçados dos rafeiros domésticos, que chegam ao fim da vida virgens e com uma rebarba maior que a tromba de um elefante. Sem tirar nem pôr.
Nos cães como nos homens, o celibato forçado, normalmente, dá asneira.
Deixai-os acasalar, senhores!
segunda-feira
Pólvora para os olhos.
Desde o primeiro dia que os atentados de Madrid pareceram tudo menos etares. Não foram anunciados, atingiram alvos anónimos e uma escala nunca antes vista... Por fim, foram negados.
Quando escrevi o post sobre o assunto, mastiguei sem convicção a versão dada. Não acreditava nela, mas os motivos interessavam-me pouco, as consequências tudo.
Contra todas as evidências, o governo fez o que pôde para criar ilusões. Manipulou notícias, provas, políticos.
Pela primeira vez, a ETA pareceu-lhes útil.
A atribuição do atentado à Al Qaeda, em consequência das posições defendidas por Espanha aquando do ataque ao Iraque, tornaria o governo responsável pela chacina. Irresponsável, talvez.
Pior do que a verdade, foi a tentativa de mentira.
Que correu mal. O povo não é parvo e não gosta que o tratem como tal.
Zapatero ganhou as eleições folgadamente. E o PP acabou descalço
Quando escrevi o post sobre o assunto, mastiguei sem convicção a versão dada. Não acreditava nela, mas os motivos interessavam-me pouco, as consequências tudo.
Contra todas as evidências, o governo fez o que pôde para criar ilusões. Manipulou notícias, provas, políticos.
Pela primeira vez, a ETA pareceu-lhes útil.
A atribuição do atentado à Al Qaeda, em consequência das posições defendidas por Espanha aquando do ataque ao Iraque, tornaria o governo responsável pela chacina. Irresponsável, talvez.
Pior do que a verdade, foi a tentativa de mentira.
Que correu mal. O povo não é parvo e não gosta que o tratem como tal.
Zapatero ganhou as eleições folgadamente. E o PP acabou descalço
sexta-feira
Arquitectura?
Ontem passou-me pelas mãos um daqueles "típicos" projectos de "arquitectura" da nossa actualidade.
Daqueles, onde a palavra modernidade não existe, a contemporaneidade é um lugar estranho e a "tradicional casa portuguesa" se transforma numa sucessão de telhadinhos que, a tradicional casa portuguesa nunca teve.
Quem insiste na tradição, alegando que um clássico nunca passa de moda, podia ao menos aprender a fazê-la.
Tem os seus preceitos. E são esses mesmo, feitos de pormenor, que criam uma imagem bem sucedida.
Charme... se assim lhe quiserem chamar!
A arquitectura é capaz das coisas mais extraordinárias! Mas isto, só os arquitectos sabem.
Porque os restantes portugueses não abrem um livro. E raramente esbarram com um bom edifício.
Muito menos entram nele.
Escasseia cultura e, perante isso, sobeja medo.
Medo de arriscar.
De confiar que o arquitecto sabe mais. Sabe coisas que o cliente nem supõe que existam.
E o resultado é um polvilhado de contruções sem época nem identidade, sem graça nem raça, sem tradição nem modernidade.
Sem qualidade.
Quem projecta tem de ouvir e compreender as necessidades daquele que há-de habitar o lugar.
Quem investe tem de saber transmitir conceitos em vez de formas.
Para que da liberdade, e do respeito mútuo, resulte ARQUITECTURA.
Daqueles, onde a palavra modernidade não existe, a contemporaneidade é um lugar estranho e a "tradicional casa portuguesa" se transforma numa sucessão de telhadinhos que, a tradicional casa portuguesa nunca teve.
Quem insiste na tradição, alegando que um clássico nunca passa de moda, podia ao menos aprender a fazê-la.
Tem os seus preceitos. E são esses mesmo, feitos de pormenor, que criam uma imagem bem sucedida.
Charme... se assim lhe quiserem chamar!
A arquitectura é capaz das coisas mais extraordinárias! Mas isto, só os arquitectos sabem.
Porque os restantes portugueses não abrem um livro. E raramente esbarram com um bom edifício.
Muito menos entram nele.
Escasseia cultura e, perante isso, sobeja medo.
Medo de arriscar.
De confiar que o arquitecto sabe mais. Sabe coisas que o cliente nem supõe que existam.
E o resultado é um polvilhado de contruções sem época nem identidade, sem graça nem raça, sem tradição nem modernidade.
Sem qualidade.
Quem projecta tem de ouvir e compreender as necessidades daquele que há-de habitar o lugar.
Quem investe tem de saber transmitir conceitos em vez de formas.
Para que da liberdade, e do respeito mútuo, resulte ARQUITECTURA.
quinta-feira
A ETA a passear de comboio, em hora de ponta...
Fui almoçar a casa - como tantas vezes.
O tabuleiro encaixado no sofá, a televisão ligada na Sic Notícias - como sempre.
Foi num dia assim, vulgar, que vi cair, em directo, a 2ª Torre nova yorkina.
Num dia assim. Banal.
Os jornalistas atarantados, anunciavam um terrivel acidente! Um avião tinha-se despenhado contra uma das torres do World Trade Center. Como?? Falha técnica? Falha humana?
Por entre as especulações, um segundo avião, uma segunda torre. O pânico.
Naquele momento, sem explicação, senti que o mundo poderia acabar...
Liguei ao meu pai, a voz nervosa, trémula, confusa. As lágrimas nos olhos. Disse-me que só podia ser uma montagem.
Mas naquele dia o meu pai enganou-se...
E antes mesmo de desligar o telefone, a 2ª Torre ruiu.
Desfez-se em pó.
Hoje, como tantas vezes, fui almoçar a casa. E como sempre, liguei a Sic Notícias, tabuleiro no colo.
Em Madrid, 3 explosões simultâneas provocaram, esta manhã, o mais mortífero atentado que a Espanha já sofreu.
A ETA, diz-se, mas não se confirma.
Em nome de quê? Da independência. Da liberdade.
Que liberdade é essa, que arranca uma pessoa a vida, assim, sem mais nem menos?
186 mortos (tendem a aumentar).
Que desproporção é essa, entre os meios e os fins?
Mais de mil feridos (tendem a diminuir, à medida que aumentarem os mortos).
Não entendo.
E não me interessa sequer entender melhor os motivos que motivam certas coisas.
Aquilo que sei, basta.
Angustia-me. Deixa-me perfeitamente incrédula. Chego a esperar que alguém me diga que não. Que é mentira.
Como pode a cegueira e a maldade humana atingir este limite?
Qual é o limite do limite?
Se é que há limite...
Não são números. São pessoas. Podia ser eu. Porquê eu? Que raio tenho eu a ver com a independência Basca?
Podia ter sido o Francisco, que está em Madrid. Ou a Madalena, sei lá.
Ou mais de mil pessoas que provavelmente se estão maribando para o assunto.
Estavam.
Filhos. Risos. Namoradas. Flores. Noivos. Pais. Sonhos. Vidas. Histórias. Uns copos de CruzCampo. Momentos felizes.
Passeios ao fim da tarde pelo Retiro, com o coração cheio.
Tudo isso, transformado em mortos. Em corpos.
Mutilados.
Em corpos inteiros, chocados.
Em familiares das vítimas, para quem a vida nunca mais será igual.
O tabuleiro encaixado no sofá, a televisão ligada na Sic Notícias - como sempre.
Foi num dia assim, vulgar, que vi cair, em directo, a 2ª Torre nova yorkina.
Num dia assim. Banal.
Os jornalistas atarantados, anunciavam um terrivel acidente! Um avião tinha-se despenhado contra uma das torres do World Trade Center. Como?? Falha técnica? Falha humana?
Por entre as especulações, um segundo avião, uma segunda torre. O pânico.
Naquele momento, sem explicação, senti que o mundo poderia acabar...
Liguei ao meu pai, a voz nervosa, trémula, confusa. As lágrimas nos olhos. Disse-me que só podia ser uma montagem.
Mas naquele dia o meu pai enganou-se...
E antes mesmo de desligar o telefone, a 2ª Torre ruiu.
Desfez-se em pó.
Hoje, como tantas vezes, fui almoçar a casa. E como sempre, liguei a Sic Notícias, tabuleiro no colo.
Em Madrid, 3 explosões simultâneas provocaram, esta manhã, o mais mortífero atentado que a Espanha já sofreu.
A ETA, diz-se, mas não se confirma.
Em nome de quê? Da independência. Da liberdade.
Que liberdade é essa, que arranca uma pessoa a vida, assim, sem mais nem menos?
186 mortos (tendem a aumentar).
Que desproporção é essa, entre os meios e os fins?
Mais de mil feridos (tendem a diminuir, à medida que aumentarem os mortos).
Não entendo.
E não me interessa sequer entender melhor os motivos que motivam certas coisas.
Aquilo que sei, basta.
Angustia-me. Deixa-me perfeitamente incrédula. Chego a esperar que alguém me diga que não. Que é mentira.
Como pode a cegueira e a maldade humana atingir este limite?
Qual é o limite do limite?
Se é que há limite...
Não são números. São pessoas. Podia ser eu. Porquê eu? Que raio tenho eu a ver com a independência Basca?
Podia ter sido o Francisco, que está em Madrid. Ou a Madalena, sei lá.
Ou mais de mil pessoas que provavelmente se estão maribando para o assunto.
Estavam.
Filhos. Risos. Namoradas. Flores. Noivos. Pais. Sonhos. Vidas. Histórias. Uns copos de CruzCampo. Momentos felizes.
Passeios ao fim da tarde pelo Retiro, com o coração cheio.
Tudo isso, transformado em mortos. Em corpos.
Mutilados.
Em corpos inteiros, chocados.
Em familiares das vítimas, para quem a vida nunca mais será igual.
Jogar conversa fora...!
- ... tenho uma confiança plena na vida!
- Pois... a minha fé não passa por aí... Acho que o nosso caminho somos nós que traçamos.
- Pois, isso também eu acho! Mas a verdade é que há muitas curvas que nos escapam. E nessas alturas, quando a vida nos vira o volante ao contrário, acredito que ela sabe mais do que eu.
- Pois... a minha fé não passa por aí... Acho que o nosso caminho somos nós que traçamos.
- Pois, isso também eu acho! Mas a verdade é que há muitas curvas que nos escapam. E nessas alturas, quando a vida nos vira o volante ao contrário, acredito que ela sabe mais do que eu.
quarta-feira
Saída »
Quando sentires que estás num buraco sem saída... sai.
Antes que te afundes mais.
Antes que te afundes mais.
terça-feira
Eyes wide open
Ás vezes, é preciso sair do lugar! Outras vezes não.
Tenho sempre esta sensação, de que o que importa não é a distância que se percorre, mas a atenção que se dá às coisas.
Ás vezes, sinto-me pequena aqui, quase quase sufocada e nem sei o que me agarra...
Mas quase sempre me deslumbro e descubro a cada esquina coisas novas!
Outras pessoas, outra cidade, outras cores...!
Ás vezes acho que ir para fora nos abre os horizontes.
Outras vezes, acho que a defesa é tanta, que nos fecha a alma.
Ás vezes, voa-se para longe, mas toma-se um xanax que nos anestesia os sentidos e nos enche de medo de as viver.
Outras vezes fica-se no mesmo lugar, e todo o lugar se transforma, se sente de uma forma diferente! Vibra!
Ás vezes, as vida dá-nos meia volta à vida, sem sequer nos tirar do sítio.
E o dedo indicador limita-se a dar-nos um piparote, para acordar!
Às vezes acho que lá fora se cresce. Outras vezes acho que não se é mais feliz...
Não sei.
Mas está-me a apetecer descobrir...
Tenho sempre esta sensação, de que o que importa não é a distância que se percorre, mas a atenção que se dá às coisas.
Ás vezes, sinto-me pequena aqui, quase quase sufocada e nem sei o que me agarra...
Mas quase sempre me deslumbro e descubro a cada esquina coisas novas!
Outras pessoas, outra cidade, outras cores...!
Ás vezes acho que ir para fora nos abre os horizontes.
Outras vezes, acho que a defesa é tanta, que nos fecha a alma.
Ás vezes, voa-se para longe, mas toma-se um xanax que nos anestesia os sentidos e nos enche de medo de as viver.
Outras vezes fica-se no mesmo lugar, e todo o lugar se transforma, se sente de uma forma diferente! Vibra!
Ás vezes, as vida dá-nos meia volta à vida, sem sequer nos tirar do sítio.
E o dedo indicador limita-se a dar-nos um piparote, para acordar!
Às vezes acho que lá fora se cresce. Outras vezes acho que não se é mais feliz...
Não sei.
Mas está-me a apetecer descobrir...
Rolling-ritta
Estou compleeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeetamente obcecada por comida!
Isto tem fases.
Ora apenas esgaziada... ora completamente obcecada. Varia imenso...!
.
Isto tem fases.
Ora apenas esgaziada... ora completamente obcecada. Varia imenso...!
.segunda-feira
Sopa-metade
A minha sopa-metade está em Coimbra. Snif.
Sem ti esta caldeirada não tem a mesma graça, o meu dia fica mais vazio, a sopa sem têmpero, bah!!!
E por isso, aqui deixo um bocadinho de ti, um conselho tão típicamente teu escrito na sexta feira.
Cheio de espaço...
Quando achares que o teu amor próprio está em causa, mesmo que não esteja, não vás.
Quando achares que não está, mesmo que esteja, vai.
É mais ou menos isso.
... para que cada um encontre a resposta em si.
Sem ti esta caldeirada não tem a mesma graça, o meu dia fica mais vazio, a sopa sem têmpero, bah!!!
E por isso, aqui deixo um bocadinho de ti, um conselho tão típicamente teu escrito na sexta feira.
Cheio de espaço...
Quando achares que o teu amor próprio está em causa, mesmo que não esteja, não vás.
Quando achares que não está, mesmo que esteja, vai.
É mais ou menos isso.
... para que cada um encontre a resposta em si.
quarta-feira
Um café em Portugal
Quando o café chegou à mesa, nem deste por ele. Estavas longe. O cigarro queimando-se sozinho, os olhos postos numa qualquer parte que não me cativou, senti-te irritado. Amargo, como se preferisses a derrota certa a uma qualquer tentativa de vitória. Nada de ilusões. Nem sonhos, nem esperanças... nem açúcar no café que entretanto arrefeceu.
E o cigarro a queimar-se sozinho. Sem uma passa.
"Antes assim", disseste, pensando que apenas pensavas... mas a tua boca soltou as palavras, traindo-te.
Então olhei para onde olhavas.
Do outro lado da sala, um rapaz e uma rapariga entrelaçavam as mãos, os abraços, os sonhos, o riso. Os olhos repletos de uma eternidade eventualmente frágil.
E então? Não estará nessa dúvida toda a beleza?
Não - respondeste em silêncio como se tivesses ouvido a pergunta.
O café gelado, o cigarro acabado, o coração apagado.
Preferia mil vezes ver-te partir cheio de amores e cobertores, agora que vais para o Norte!
Antes a saudade que nada.
Mas temes o choque térmico, preferes viver sem Verão.
Não eras assim!
Pedi-te outro café, dei-te o abraço longo igual a todos os que te dou desde o liceu, deitei-te na chávena o açúcar e disse-te "não azedes".
E o cigarro a queimar-se sozinho. Sem uma passa.
"Antes assim", disseste, pensando que apenas pensavas... mas a tua boca soltou as palavras, traindo-te.
Então olhei para onde olhavas.
Do outro lado da sala, um rapaz e uma rapariga entrelaçavam as mãos, os abraços, os sonhos, o riso. Os olhos repletos de uma eternidade eventualmente frágil.
E então? Não estará nessa dúvida toda a beleza?
Não - respondeste em silêncio como se tivesses ouvido a pergunta.
O café gelado, o cigarro acabado, o coração apagado.
Preferia mil vezes ver-te partir cheio de amores e cobertores, agora que vais para o Norte!
Antes a saudade que nada.
Mas temes o choque térmico, preferes viver sem Verão.
Não eras assim!
Pedi-te outro café, dei-te o abraço longo igual a todos os que te dou desde o liceu, deitei-te na chávena o açúcar e disse-te "não azedes".