terça-feira
Não tentes
Não me tentes descobrir por aqui.
Reencarno personagens.
Visto a pele.
Dispo a alma.
Deito-me nua e inteira
onde não estou.
Sou.
Escrevo coisas que não sinto.
Minto!
com quantos dentes tenho na boca.
Roubo histórias alheias
Desfalco o tempo e as ideias
Inverto papéis.
Restauro sentimentos extintos
Pinto de cores estranhas a estrada por onde vou.
Sou.
Tudo o que escrevo. E isso, tens de saber.
De resto, nada.
Não tentes.
Perderás tempo
e nem sequer ganharás nada nas entrelinhas das horas
que vais perder.
Reencarno personagens.
Visto a pele.
Dispo a alma.
Deito-me nua e inteira
onde não estou.
Sou.
Escrevo coisas que não sinto.
Minto!
com quantos dentes tenho na boca.
Roubo histórias alheias
Desfalco o tempo e as ideias
Inverto papéis.
Restauro sentimentos extintos
Pinto de cores estranhas a estrada por onde vou.
Sou.
Tudo o que escrevo. E isso, tens de saber.
De resto, nada.
Não tentes.
Perderás tempo
e nem sequer ganharás nada nas entrelinhas das horas
que vais perder.
segunda-feira
Sinto-Te.
Não Te tenho visto...
Mas sinto-Te.
Não Te visito, não Te ligo, não dispenso um só minuto do meu sono para falar Contigo!
Desculpa...
adormeço.
Sem Te dar um beijo de boa-noite sequer.
Sei que estás lá.
Comigo.
Cá. Aqui.
Nas letras todas que escrevo.
Nas palavras todas que digo!
Vives dentro de mim.
Assim.
Simplesmente...
Como uma fábula serena a apaziguar-me o corpo. A soltar-se em riso!
A entregar-me aos olhos um filtro azul a através do qual vejo o mundo.
Apetece-me abraçar-Te
para Te dizer obrigado.
Por todos os abraços que me tens dado.
Mas sinto-Te.
Não Te visito, não Te ligo, não dispenso um só minuto do meu sono para falar Contigo!
Desculpa...
adormeço.
Sem Te dar um beijo de boa-noite sequer.
Sei que estás lá.
Comigo.
Cá. Aqui.
Nas letras todas que escrevo.
Nas palavras todas que digo!
Vives dentro de mim.
Assim.
Simplesmente...
Como uma fábula serena a apaziguar-me o corpo. A soltar-se em riso!
A entregar-me aos olhos um filtro azul a através do qual vejo o mundo.
Apetece-me abraçar-Te
para Te dizer obrigado.
Por todos os abraços que me tens dado.
sexta-feira
Queria que fosses
Queria que fosses o silêncio alheio.
Que emergisses de entre todas as vozes e as calasses.
(poderias falar baixinho... então)
Todo o mundo se apagaria, como por magia, a um sorriso teu.
Saudades desse silêncio! imenso, interior.
Dessa entrega una
serena e plena, em que tudo o resto se esbate e pouco importa.
Saudades de ser, apenas... tua.
.
Que emergisses de entre todas as vozes e as calasses.
(poderias falar baixinho... então)
Todo o mundo se apagaria, como por magia, a um sorriso teu.
Saudades desse silêncio! imenso, interior.
Dessa entrega una
serena e plena, em que tudo o resto se esbate e pouco importa.
Saudades de ser, apenas... tua.
.quinta-feira
Em ti
Na tua boca
existem ruas que não me canso de percorrer.
Artistas em casa esquina...!
Erotismo de menina
dançando num cabaret.
Cabe nela o Sena inteiro
Todos os sonhos de Paris,
Cabe a arte, a música
cabem todos os destinos que temos por descobrir.
E ainda sobra espaço para o desejo!
.
Cabe
a minha vida inteira
no teu beijo.
existem ruas que não me canso de percorrer.
Artistas em casa esquina...!
Erotismo de menina
dançando num cabaret.
Cabe nela o Sena inteiro
Todos os sonhos de Paris,
Cabe a arte, a música
cabem todos os destinos que temos por descobrir.
E ainda sobra espaço para o desejo!
.
Cabe
a minha vida inteira
no teu beijo.
Relativo
Há mais de um mês que não visito a minha avó.
Para mim, passaram dias.
Para ela, pareceram certamente anos que custaram a passar.
O tempo é de uma relatividade impressionante.
Quase tão impressionante quanto o meu egoísmo.
Para mim, passaram dias.
Para ela, pareceram certamente anos que custaram a passar.
O tempo é de uma relatividade impressionante.
Quase tão impressionante quanto o meu egoísmo.
terça-feira
Descompasso
A vida rodopia á minha volta
tal qual uma nota solta, fugida de um piano de cauda.
Não há cadência. E não há pausa.
Só uma amálgama de sons
fora do ritmo
e dos tons
a tentar saltar a passo.
E um cansaço!
Que já tudo me soa a ruído
E até
o encanto de um ré
me atrapalha o ouvido.
Notas soltas que não quero...
Quero outras que não espero.
Não espero nada que queira.
Não quero nada que valha!
E andam todas pelo ar.
A soar, conforme calha!
Overdose
De sons, de tons
De rés, de lás
De dós, de fás
Para a frente, para trás
Em grave e agudo
Em barulho surdo
Em falta de paz!
SHIU!
Deixa-me fechar os olhos
e ouvir, apenas... o silêncio!
A calma do nada,
a vida parada,
o riso dos sonhos...
O palco vazio.
Shiu!
Deixa que o branco se intale em mim
Solta a minha alma no acto...
a contracenar com o coração.
Depois
Que trespasse pela cortina a melodia mais suave.
Que me abrace!
E me leve a dançar.
Mas agora
não
tal qual uma nota solta, fugida de um piano de cauda.
Não há cadência. E não há pausa.
Só uma amálgama de sons
fora do ritmo
e dos tons
a tentar saltar a passo.
E um cansaço!
Que já tudo me soa a ruído
E até
o encanto de um ré
me atrapalha o ouvido.
Notas soltas que não quero...
Quero outras que não espero.
Não espero nada que queira.
Não quero nada que valha!
E andam todas pelo ar.
A soar, conforme calha!
Overdose
De sons, de tons
De rés, de lás
De dós, de fás
Para a frente, para trás
Em grave e agudo
Em barulho surdo
Em falta de paz!
SHIU!
Deixa-me fechar os olhos
e ouvir, apenas... o silêncio!
A calma do nada,
a vida parada,
o riso dos sonhos...
O palco vazio.
Shiu!
Deixa que o branco se intale em mim
Solta a minha alma no acto...
a contracenar com o coração.
Depois
Que trespasse pela cortina a melodia mais suave.
Que me abrace!
E me leve a dançar.
Mas agora
não
Expectativa
Não esperes nada de mim.
Não esperes tudo.
Os sonhos perfeitos. Os caminhos direitos.
O riso q.b. A lágrima que cai, mas que ninguém vê.
A imagem intocada.
Os pensamentos certos e puros.
As faces iluminadas (sem lados escuros).
Não esperes tudo.
De mim.
Ainda que eu também espere. Mais. Melhor.
A força.
O bem.
Não esperes tanto de mim.
Vê se me aceitas!
Sou feita de carne, osso. E erros.
Tal como cada mulher com quem te deitas.
Não esperes tudo.
Os sonhos perfeitos. Os caminhos direitos.
O riso q.b. A lágrima que cai, mas que ninguém vê.
A imagem intocada.
Os pensamentos certos e puros.
As faces iluminadas (sem lados escuros).
Não esperes tudo.
De mim.
Ainda que eu também espere. Mais. Melhor.
A força.
O bem.
Não esperes tanto de mim.
Vê se me aceitas!
Sou feita de carne, osso. E erros.
Tal como cada mulher com quem te deitas.
sexta-feira
Ontem, durante o jantar:
Fred (exibindo a foto do seu Nokia) - o que é que vês aqui?
Eu (merda... não vejo nada) - hummmm.......
Fred - sim?
Eu - (aguço os olhos... pintura africana? um círculo, formas estranhas encarquilhadas... o que é aquilo? ahhhhhhhhhhhhhhh!) Um quadro expressionista, com seres angustiados encadeados uns nos outros (há ali nitidamente uma boca em desespero!)... e um grito!
Fred (a bufar) - Ah... Esqueci-me que estava a falar com uma artista... (desânimo) É um copo de whiski, visto de cima.
Eu - Aaaaaaaaaaah...! Esqueci-me que estava a falar com um bêbado.
Eu (merda... não vejo nada) - hummmm.......
Fred - sim?
Eu - (aguço os olhos... pintura africana? um círculo, formas estranhas encarquilhadas... o que é aquilo? ahhhhhhhhhhhhhhh!) Um quadro expressionista, com seres angustiados encadeados uns nos outros (há ali nitidamente uma boca em desespero!)... e um grito!
Fred (a bufar) - Ah... Esqueci-me que estava a falar com uma artista... (desânimo) É um copo de whiski, visto de cima.
Eu - Aaaaaaaaaaah...! Esqueci-me que estava a falar com um bêbado.
quinta-feira
Se tivéssemos comments responder-te-ía...
... que esse mix-popular cai que nem ginjas para as mulheres a partir de uma ceeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeerta idade que,
em desespero, agarram o menor que alcançam,
para não esperar pelo maior , que tarda mais a chegar...!
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em desespero, agarram o menor que alcançam,
para não esperar pelo maior , que tarda mais a chegar...!
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