quinta-feira
A vida é um milagre
de Emir Kusturica, o mesmo realizador de Gato Preto Gato Branco.
Ontem perdi 46 minutos de vida.
Ao minuto 47, abandonei a sala de cinema.
milagre? foi ter aguentado tanto tempo.
Ontem perdi 46 minutos de vida.
Ao minuto 47, abandonei a sala de cinema.
milagre? foi ter aguentado tanto tempo.
sexta-feira
Nathalie
Um filme que prova que a imaginação
pode ser tão ou mais erótica do que a imagem.
O diálogo, a fidelidade, a confiança, a rotina...
e a certeza, tranquilizadora, de que a verdade
(cedo ou tarde)
vem ao de cima.
pode ser tão ou mais erótica do que a imagem.
O diálogo, a fidelidade, a confiança, a rotina...
e a certeza, tranquilizadora, de que a verdade
(cedo ou tarde)
vem ao de cima.
quarta-feira
O Evangelho Segundo Jesus Cristo
Uma peça de teatro em que Jesus se faz homem.
Com desilusões e conquistas.
Com medos e dúvidas, iguais aos nossos.
Um caminho que não escolhe, numa vida em que não entende quem é.
É... escolhido.
A fidelidade ao texto original é absoluta e a passagem para o teatro, brilhante.
Cenários, luzes, efeitos, actores.
E um final que fica a ecoar no ouvido por muito tempo... o pano cai e permanece, a assistência sai e não esquece, já descemos o Chiado e essa última agonia ainda ecoa entre as paredes interiores do nosso corpo.
Curioso... pensar que têm de ser os brasileiros a trazer ao palco
O Evangelho Segundo... Saramago.
Mas, justiça seja feita, ali, ninguém os supera.
Com desilusões e conquistas.
Com medos e dúvidas, iguais aos nossos.
Um caminho que não escolhe, numa vida em que não entende quem é.
É... escolhido.
A fidelidade ao texto original é absoluta e a passagem para o teatro, brilhante.
Cenários, luzes, efeitos, actores.
E um final que fica a ecoar no ouvido por muito tempo... o pano cai e permanece, a assistência sai e não esquece, já descemos o Chiado e essa última agonia ainda ecoa entre as paredes interiores do nosso corpo.
Curioso... pensar que têm de ser os brasileiros a trazer ao palco
O Evangelho Segundo... Saramago.
Mas, justiça seja feita, ali, ninguém os supera.
quinta-feira
shiu...
Passei a semana a ouvir gente que não ouve ninguém. Gritam como se isso lhes desse uma qualquer autoridade ou solidez na postura. Quando nada mostra mais insegurança e falta de estrutura do que um berro. Piora um pouco quando é dado sem nexo e as palavras que nele cabem não fazem sentido nenhum nem contém argumentos pertinentes.
Apetece-me desligar o botão. Calem-se. Ir-me embora. Almoçar sozinha numa qualquer esquina. Quero paz.
Será assim tão difícil ter boa vontade, ouvir e querer perceber?
Discordar, se assim tiver que ser. Mas partir do principio de que aqueles que nos rodeiam têm opiniões tão válidas quanto a nossa, ainda que diferentes.
Bem bom que volto para os Açores não tarda.
Apetece-me desligar o botão. Calem-se. Ir-me embora. Almoçar sozinha numa qualquer esquina. Quero paz.
Será assim tão difícil ter boa vontade, ouvir e querer perceber?
Discordar, se assim tiver que ser. Mas partir do principio de que aqueles que nos rodeiam têm opiniões tão válidas quanto a nossa, ainda que diferentes.
Bem bom que volto para os Açores não tarda.
serviço público
Com as extraordinárias explicações da Women on Waves acerca de "como fazer um aborto em casa com comprimidos para o reumatismo", abortar passa a ser tão fácil como combater a prisão de ventre.
Que haja uma mulher que não tem noção das consequências daquilo que diz, ainda entendo... Que exista uma televisão irresponsável que divulgue, repetidamente e em horário nobre, as suas explicações, é que me choca.
Que haja uma mulher que não tem noção das consequências daquilo que diz, ainda entendo... Que exista uma televisão irresponsável que divulgue, repetidamente e em horário nobre, as suas explicações, é que me choca.
segunda-feira
Eu... quem?
Estão espalhadas por toda a Lisboa fitas-cola a dizer
EU FIZ UM ABORTO (a pretexto de um certo barco, presumo).
Será que fazer um aborto deixou de ser uma vergonha que se esconde
para se tornar num motivo de orgulho que se apregoa?
É que entre a coragem de assumir, dando a cara,
e a mediocridade de publicitar, sobre anonimato, vai uma diferença abismal.
Abortar poderá ser, para quem nisso acredita e em determinadas circunstâncias da vida, um mal menor.
Mas não poderá nunca ser algo que se apregoa de peito inchado, depois de vazada a barriga de uma qualquer asneira. Ou de uma vida.
EU FIZ UM ABORTO (a pretexto de um certo barco, presumo).
Será que fazer um aborto deixou de ser uma vergonha que se esconde
para se tornar num motivo de orgulho que se apregoa?
É que entre a coragem de assumir, dando a cara,
e a mediocridade de publicitar, sobre anonimato, vai uma diferença abismal.
Abortar poderá ser, para quem nisso acredita e em determinadas circunstâncias da vida, um mal menor.
Mas não poderá nunca ser algo que se apregoa de peito inchado, depois de vazada a barriga de uma qualquer asneira. Ou de uma vida.
Festas do Povo
Ontem, numa loja de flores, na festa das flores, Campo Maior:
Rosa - Oh Florinda, já me viste este cacto?
Florinda - Que esbelto!
Para além das duas formosas papoilas, estava lá o poder do mundo. Mais uma festa popular que se estraga, trocando-se o encanto suave do alentejo por um fenómeno de massas, de lixo, publicidade, barulho e artesanato made in Taiwan.

Rosa - Oh Florinda, já me viste este cacto?
Florinda - Que esbelto!
Para além das duas formosas papoilas, estava lá o poder do mundo. Mais uma festa popular que se estraga, trocando-se o encanto suave do alentejo por um fenómeno de massas, de lixo, publicidade, barulho e artesanato made in Taiwan.

quinta-feira
O Código da Vinci desmistificado
Formentera.
7 pessoas a bordo de um veleiro.
6 tugas, 1 skipper espanhol.
6 Código's da Vinci num só barco.
1 único não leitor do dito (porque já o tinha lido).
Convenhamos... é ridículo.
Acho que o máximo que se pode dizer sobre o livro é que é engraçado.
Uma trama bem esgalhada, alguns factos curiosos
(uns especulativos, outros não).
Por outras palavras... "lê-se bem".
Eu nem isso acho, confesso. Tem-me provocado um sono atroz.
E têm-me dado que pensar... tamanha histeria por um livro que, não sendo mau, também não é bom. Parece-me que só prova o quão pouco se lê neste país (e no mundo?). O fenómeno só se pode justificar, parece-me a mim, pela escassez de termos de comparação.
Porque de livros bem melhores estão as livrarias cheias.
De operações de marketing deste calibre é que nem tanto.
7 pessoas a bordo de um veleiro.
6 tugas, 1 skipper espanhol.
6 Código's da Vinci num só barco.
1 único não leitor do dito (porque já o tinha lido).
Convenhamos... é ridículo.
Acho que o máximo que se pode dizer sobre o livro é que é engraçado.
Uma trama bem esgalhada, alguns factos curiosos
(uns especulativos, outros não).
Por outras palavras... "lê-se bem".
Eu nem isso acho, confesso. Tem-me provocado um sono atroz.
E têm-me dado que pensar... tamanha histeria por um livro que, não sendo mau, também não é bom. Parece-me que só prova o quão pouco se lê neste país (e no mundo?). O fenómeno só se pode justificar, parece-me a mim, pela escassez de termos de comparação.
Porque de livros bem melhores estão as livrarias cheias.
De operações de marketing deste calibre é que nem tanto.
quarta-feira
Vais-te embora.
É sempre assim. Cada vez que me habituo a ter-te por perto, abres as asas e voas para longe. Pertences ao mundo como eu pertenço ao meu bairro, a tua casa é feita de países, a minha não passa de um rendilhado de ruas.
Gabo-te a coragem. Como tu me gabas a tranquilidade de quem já encontrou na vida um lugar.
- O que procuras?
Um qualquer abrigo onde te sintas em casa, aquele abraço.
E por isso partes. Trepas. Fazes escalada.
Procuras com a alma nas mãos
o que só poderás encontrar quando a puseres de novo dentro do coração.
Onde pertence.
Vem de dentro, o abraço que queres... no sentido inverso daquele que esperas.
Gabo-te a coragem. Como tu me gabas a tranquilidade de quem já encontrou na vida um lugar.
- O que procuras?
Um qualquer abrigo onde te sintas em casa, aquele abraço.
E por isso partes. Trepas. Fazes escalada.
Procuras com a alma nas mãos
o que só poderás encontrar quando a puseres de novo dentro do coração.
Onde pertence.
Vem de dentro, o abraço que queres... no sentido inverso daquele que esperas.