sexta-feira
de viagem
Leva-me
Para dentro de ti
Desamarra-me deste porto
em que persisto.
Leva-me a navegar no teu corpo
Entregue à maresia interior dos teus gestos
Quero beijar-te a alma
Abraçar quem és
Envolver-me na tua fé como se de um xaile se tratasse
Pedir ao teu amor que me abrace
Percorrer-te
Ser
Serenidade e atravessar-te como um arrepio quente.
Permanecer assim:
em ti
e em paz.
Leva-me.
Ou manda o tempo dizer-me
quando é que o vento te traz.
Para dentro de ti
Desamarra-me deste porto
em que persisto.
Leva-me a navegar no teu corpo
Entregue à maresia interior dos teus gestos
Quero beijar-te a alma
Abraçar quem és
Envolver-me na tua fé como se de um xaile se tratasse
Pedir ao teu amor que me abrace
Percorrer-te
Ser
Serenidade e atravessar-te como um arrepio quente.
Permanecer assim:
em ti
e em paz.
Leva-me.
Ou manda o tempo dizer-me
quando é que o vento te traz.
quinta-feira
a raíz da alma
Cada pessoa tem a sua alma, que não pode ser confundida com nenhuma outra.
Duas pessoas podem encontrar-se, podem conversar e ser bastante próximas, mas as suas almas são como flores, cada uma com raízes em lugares diferentes - nenhuma delas pode ir ao encontro da outra, caso contrário teria de abandonar as suas raízes e isso é algo que não conseguem fazer.
As flores emitem e trocam o seu aroma e as suas sementes, pois gostariam de ir ao encontro uma da outra, mas para que uma semente chegue ao lugar que lhe é destinado nada a flor pode fazer; responsável por isso é o vento, e esse chega e parte, vai e vem como e para onde ele quiser.
Hermann Hesse, em Knulp
Duas pessoas podem encontrar-se, podem conversar e ser bastante próximas, mas as suas almas são como flores, cada uma com raízes em lugares diferentes - nenhuma delas pode ir ao encontro da outra, caso contrário teria de abandonar as suas raízes e isso é algo que não conseguem fazer.
As flores emitem e trocam o seu aroma e as suas sementes, pois gostariam de ir ao encontro uma da outra, mas para que uma semente chegue ao lugar que lhe é destinado nada a flor pode fazer; responsável por isso é o vento, e esse chega e parte, vai e vem como e para onde ele quiser.
Hermann Hesse, em Knulp