sexta-feira
há noites que escorregam assim
A noite escorregou como água gelada num dia de verão daqueles quentes quentes. Num trago. Falaram de tudo e de nada, daquilo que traziam na alma, de sonhos, cansaços e de fracassos curados e já revertidos em coisas boas.
Estavam. No coração de Lisboa, em pleno Chiado. E já os varredoures arrastavam as últimas beatas e as ruas eram molhadas por lavadoures.
Os pombos, esses, dormiam.
E a conversa fluía, como se a vida inteira não bastasse.
E a que já passou estivesse toda por contar.
Estavam. No coração de Lisboa, em pleno Chiado. E já os varredoures arrastavam as últimas beatas e as ruas eram molhadas por lavadoures.
Os pombos, esses, dormiam.
E a conversa fluía, como se a vida inteira não bastasse.
E a que já passou estivesse toda por contar.